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Problemas renais em crianças podem ser diagnosticados ainda na gestação

Associados a muitas dores na fase adulta, crianças também sofrem com problemas no trato urinário que podem ser diagnosticados ainda no pré-natal

“Dor crônica, insuportável, comparável apenas com as dores do parto”. É assim que muita gente descreve cólicas renais, geralmente provocadas por cálculos – calcificações que se formam dentro dos rins e, ao tentar passarem do rim para a bexiga causam intensas dores no ureter. Atualmente o tratamento, na maioria dos casos, não requer intervenções cirúrgicas, um aparelho de Litotripsia Extracorpórea após a localização do cálculo, pode pulveriza-lo por meio de ondas de choque, facilitando sua passagem pelo sistema urinário e a eliminação junto com a urina.

Porém, não são apenas os adultos que sofrem de problemas no trato urinário, as crianças também são vítimas e sofrem com as dores. O urologista pediátrico do Hospital Santa Isabel (HSI), Dr. Núncio Vicente de Chiara, alerta sobre a importância do diagnóstico precoce: “É possível diagnosticar problemas de má formação renal ou no trato urinário ainda no acompanhamento médico gestacional. Os problemas renais são os mais fáceis de se identificar no ultrassom e, após o nascimento, a criança já começa a fazer o tratamento, que na maioria das vezes, nem sempre é necessário cirurgia”. Ainda segundo o médico, não tratar o problema pode resultar em consequências mais graves, como a necessidade de remoção do rim ou até mesmo de um transplante.

A causa da ocorrência de calcificações em crianças é geralmente genética, ou seja, pais que já tiveram cálculos renais podem ter filhos com pré-disposição a desenvolver pedras nos rins que podem ser tratadas com Litotripsia.

Crianças com má formação no sistema urinário também podem fazer uso do tratamento por equipamento endoscópico para vias urinárias, que é o mais moderno atualmente. “O que existe de mais moderno em termos de tratamento das vias urinárias em crianças tem um  nome complicado que é o ‘tratamento endoscópico do refluxo vesico-ureteral’. O Refluxo vésico-ureteral é a volta de parte da urina para os rins quando a bexiga se contrai na micção, o que ocorre por ineficiência do mecanismo que todos tem para impedir sua volta. Até pouco tempo as crianças que sofriam com isso precisavam passar por uma cirurgia de grande porte para corrigir o problema, mas agora podemos usar no Hospital Santa Isabel o tratamento endoscópico”, explica o Dr. Chiara.

Antes desse novo procedimento, após a cirurgia a criança necessitava ficar pelo menos cinco dias internada e com sonda, agora ela vai embora no dia seguinte e sem restrição nenhuma: pode correr, pular, jogar bola, tudo que uma criança gosta de fazer: brincar sem preocupações.

Tratamento endoscópico
O HSI possui equipamentos de ponta e equipe médica preparada para tratar desses casos em crianças.

O procedimento funciona da seguinte forma: um aparelho de cistoscopia pediátrico é passada pela uretra (canal da urina) da criança, acoplado à uma câmera e a um monitor de vídeo.  Com o auxílio de uma agulha passada pelo aparelho, um gel é injetado no orifício de desembocadura dos ureteres (canais que levam a urina dos rins até a bexiga), impedindo que ocorra a volta da urina para os rins e corrigindo o problema.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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