O acidente vascular cerebral (AVC), é a terceira maior causa de óbito. Aproximadamente 80% dos AVCs são isquêmicos e quase 10% “derrames”, que causam a morte dos pacientes em até 30 dias. Ainda mais preocupante, são os casos que provocam seqüelas graves nos pacientes, como dificuldades para falar e andar. O tratamento para o AVC tem pouco sucesso, já que reverter o quadro, já instalado, é muito difícil. Assim sendo, fica claro que o melhor tratamento é a prevenção.
A causa mais comum do AVC isquêmico é a doença obstrutiva das artérias carótidas, esta obstrução ocorre devido à formação de placas de colesterol na camada interna destas artérias, e que ocasionam diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro. Estas placas devem ser encontradas e tratadas antes que o AVC ocorra.
 O principal tratamento nas obstruções das artérias carótidas é a endarterectomia de carótida, que consiste na remoção cirúrgica destas placas de colesterol, restaurando o fluxo sangüíneo cerebral. Entretanto, a endarterectomia é um procedimento cirúrgico e não pode ser aplicado em todos os pacientes, principalmente naqueles que possuem outras doenças graves associadas.
Recentemente, surgiu um novo método para tratar estas placas obstrutivas da artéria carótida: angioplastia e colocação stent. Este é realizado com anestesia local na virilha do paciente, onde são introduzidos pequenos cateteres e baltes que dilatam a artéria obstruída, após esta dilatação colocamos um stent (molde metálico), que mantém a artéria aberta, melhorando o fluxo de sangue para o cérebro.
A equipe de Cirurgia Endovascular do Hospital Santa Isabel tem realizado, com sucesso, este procedimento, minimante invasivo, que faz parte das novas técnicas terapêuticas da medicina moderna.
Todo paciente com hipertensão arterial, história de infarto do coração ou angina e história familiar de AVC tem risco de apresentar doença obstrutiva da artéria carótida. Previna-se! E procure um clínico, cardiologista, neurologista ou cirurgião vascular.
Dr. Álvaro Razuk
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