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Câncer de próstata – Novembro Azul

É o tumor maligno mais frequente no homem idoso, exceto o câncer de pele.

Tem crescimento lento e indolente e muitos pacientes morrerão de outras doenças, mesmo sendo portadores de câncer de próstata.

Está relacionado aos fatores predisponentes, como:

– hereditariedade: é 2,5 vezes mais frequente quando o paciente tem pai ou irmão com câncer de próstata.

– idade: cresce exponencialmente com a idade, mais frequente a partir dos 50 anos, a ponto de 8 em cada 10 homens com 80 anos desenvolverem um tumor da próstata.

– dieta: alimentos gordurosos, podem aumentar a biodisponibilidade de testosterona e desta forma facilitar o desenvolvimento de tumor, ao contrário da dieta rica em verdura, frutas, legumes e grãos.

 A existência de fatores protetores é muito discutida e ainda não está totalmente comprovada, embora existam trabalhos mostrando que substâncias como:

– betacaroteno: licopeno; selênio; soja e vitamina E possam exercer um papel de proteção contra o câncer da próstata.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

O câncer de próstata cresce lentamente e quase sempre não apresenta sintomas, a não ser em sua fase avançada, muitas vezes com metástases*.

Por isso que o toque retal é fundamental na detecção de eventual nódulo na próstata, e que associado à dosagem do antígeno prostático especifico (PSA) sanguíneo são exames importantes na detecção precoce deste tipo de tumor e devem ser realizados em todo homem após 45 anos de idade.

Caso o PSA encontre-se elevado e/ou exista algum nódulo prostático, será indicada a realização de biopsia transretal da próstata, guiada por ultrassom e com sedação anestésica.

Antes do surgimento do PSA, na década de 80, 80% dos tumores de próstata eram diagnosticados em estágio avançado, já com metástases. Atualmente, com a realização rotineira da dosagem do antígeno prostático, 76% dos tumores são diagnosticados em sua fase inicial, restritos à glândula prostática e passíveis de tratamento com cura.

Exames de imagem, como Ultrassonografia; Tomografia e principalmente a Ressonância Nuclear Magnética podem eventualmente auxiliar no diagnóstico e/ou revelar a disseminação local ou sistêmica do tumor.

A cintilografia óssea de todo o esqueleto é exame importante quando existe a suspeita de metástases à distância, pois estas ocorrem preferencialmente para os ossos.

TRATAMENTO

Uma vez confirmado o diagnóstico, se o tumor estiver restrito à glândula, o tratamento pode ser cirúrgico, com a realização de prostatectomia radical, ou com radioterapia.

A escolha vai depender do médico e é de extrema importância que ele faça uma exposição detalhada para o paciente, das vantagens e desvantagens de cada método. Os trabalhos mostram que a médio prazo existe uma equivalência nos resultados.

Nos casos em que o tumor já ultrapassou os limites da próstata, localmente ou à distância, o tratamento deve ser medicamentoso, com a realização de bloqueio hormonal uma vez que o câncer de próstata é hormoniodependente, e a privação hormonal causa degeneração celular.

A hormonioterapia também pode ser realizada em pacientes que apresentem alguma contraindicação à cirurgia ou por qualquer razão não queiram realizá-la.

A observação clínica, apenas, sem instituir qualquer tipo de terapia, está indicada em pacientes com idade mais avançada (geralmente superior aos 75 anos) e em tumor com baixo grau de agressividade, pois sendo o câncer de próstata de evolução lenta, normalmente não leva o paciente à morte.

* 1 Med Transferência de um agente mórbido, tais como células ou bactérias, do sítio original a outro órgão ou parte não diretamente ligado a ele. Med Tumor secundário, em qualquer parte do organismo, sendo a sua origem um tumor maligno primário, situado em outra parte. Med Alteração de uma doença quanto à forma ou quanto à sede. [http://michaelis.uol.com.br/]

Fonte: Dr. Celso de Oliveira, Urologista – CRM: 36827

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